Ele não joga suas inseguranças em cima de mim!

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Semana passada, escutei uma frase que me deixou pensativa: “Meu namorado não joga suas inseguranças em cima de mim. Ele faz terapia!”. Ela foi narrando, orgulhosamente, que se sentia cuidada, pois percebia que ele se esforçava para separar as dificuldades pessoais dele das questões relativas ao casal.

Tal declaração me deixou surpresa, pois ainda são poucos os homens que buscam terapia como um recurso de ajuda e/ou autoconhecimento; e, quando o fazem, não costumam comentar nem mesmo com a companheira.

No caso em questão, trata-se de um homem com pouco mais de trinta e cinco anos, que reconhece suas fragilidades e inseguranças e que procura distinguir quando se fala dos meus, dos seus, dos nossos problemas. Parece óbvio que seja assim; mas, na prática, os casais misturam bem mais do que gostariam ou deveriam.

Uma das razões para que isso ocorra é que, quando estamos envolvidos emocionalmente, nossa percepção de nós mesmos e do que está à nossa volta se altera. E, além de termos dificuldade de colocar em perspectiva realista tudo aquilo que acontece, acreditamos ser mais fácil atribuir ao outro uma responsabilidade que talvez seja nossa.

Ocorre que, numa relação a dois, é necessário manter o acompanhamento de si mesmo, ou seja, conhecer seus limites e suas próprias fragilidades. Isso será essencial para separar aquilo que é problema seu daquilo que não é. Se nada disso estiver claro, fica mais fácil esperar que o outro assuma e resolva as dificuldades.

Quando falamos de insegurança não é diferente. Somos cobrados frequentemente por performances de sucesso em várias áreas da vida: trabalho, relacionamento, amizades, contribuição social, entre outros. Porém, ao percebermos que aquilo que fazemos não é suficiente, abrimos espaço para nos sentirmos inseguros.

O que você tem feito por si mesmo? Se cuidado, se importado ou se negligenciado? Quando cada um cuida do que é seu, fica mais fácil tolerar e lidar com as dificuldades do relacionamento e até mesmo com as fragilidades do outro.

Adna Rabelo – Psicóloga

CRP:05/48233

Texto revisado por Elaine Canisela (whatsapp: 19. 992881453)

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