Qual é a vantagem do otimista?

Pesquisadores como Seligman (2012) e outros da Psicologia Positiva tem se dedicado a estudar como identificar o “padrão” otimista ou pessimista e, principalmente, propor um conjunto de exercícios que podem promover a mudança da maneira de encarar a vida de um pessimista. Você deve estar se perguntando: e daí? Daí, que os otimistas se refazem das derrotas com mais facilidade, gozam de maior saúde e vivem mais quando comparado com aos pessimistas. Além disso, aproveitam melhor quando ocorrem os eventos positivos, pois acreditam que eles podem se repetir e mais ainda, que de alguma maneira o que está acontecendo de bom é decorrente de suas ações! A parte mais intrigante é muita gente não se considera pessimista, mas quando começa a registrar seu diálogo interno é que se dá conta dos pensamentos pessimistas! No próximo post você irá identificar se seu modo de encarar a vida é otimista ou pessimista e como exercitar o otimismo!

Afinal, seu modo de encarar a vida é otimista ou pessimista?

Segundo a Psicologia Positiva, para determinar se uma pessoa é otimista ou pessimista é preciso identificar como funciona seu estilo explicativo para justificar os fatos da vida, sejam eles bons ou maus. O modo como o otimista explica os acontecimentos bons é exatamente oposto como explica os maus acontecimentos. Podemos dizer o mesmo do pessimista.

Se você pensa em termos de sempre e nunca para explicar os tropeços da vida, você tem um estilo explicativo pessimista. Por outro lado, se pensa `as vezes e ultimamente diante dos reveses indica que percebe tais eventos como algo transitório, ou seja, você tem um estilo explicativo otimista. Por exemplo: “Sempre esqueço os compromissos importantes” (Pessimista) e “Ultimamente tenho esquecido compromissos importantes” (Otimista). Mesmo quando as coisas não vão bem, o otimista acredita que aquilo vai passar logo, ou seja, que sua permanência é transitória. Por outro lado, quando algo bom lhe acontece é em decorrência de causas permanentes, ou seja, é em razão de suas características e habilidades, sempre. É fácil identificar: “É o meu melhor momento no trabalho” (Pessimista) e “Sempre sou bem sucedido em tudo que faço” (Otimista).

Outro aspecto importante é como você identifica aquele evento que lhe ocorreu como específico ou abrangente, ou seja, se aquilo vai afetar todas as áreas da vida. Imagina agora que você perdeu o emprego. Acreditaria que isso afetaria essencialmente sua área de trabalho, mas as demais áreas estão preservadas ou pensaria que é um “fracassado” em todas as dimensões da vida? Se você respondeu sim a primeira pergunta é otimista, mas se respondeu sim a segunda é pessimista.

Quando a pessoa acredita que é causadora aquilo de bom que lhe ocorreu em geral gosta mais de si mesma do que aquela que acredita que as coisas boas derivam de outras pessoas ou de outras circunstâncias. Imagine agora que ganhou um prêmio no trabalho. Qual é a primeira coisa que pensa? “Meu chefe fez vista grossa para os relatórios anuais” (pessimista) ou “ Sou bom líder” (otimista)? Mais uma vez só para confirmar aquilo que já está imaginando. Sim, se você respondeu dizendo que o motivo que o levou a ganhar o prêmio é porque você é um bom líder é otimista, mas se acredita que foi porque seu chefe não notou alguns problemas nos seus relatórios você é pessimista. E aí, já identificou seu estilo explicativo?

Se você ficou curioso sobre o tema, leia Aprenda a ser otimista (Martin Seligman) e faça o teste sobre tema no site: http://www.authentichappiness.sas.upenn.edu (inglês).

Adna Rabelo – Psicóloga

CRP 05/48233

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *