Descubra o que é o Mindfulness e o que ele pode fazer por você.

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Hoje  quero falar sobre um treinamento que comecei a fazer recentemente: programa de treinamento em Atenção Plena (Mindfulness) de oito semanas. Antes de mais nada, é importante saber que mindfulness é um estado mental no qual intencionalmente colocamos nossa atenção no presente através da observações do seu corpo, da sua mente e do ambiente. Há inúmeros estudos realizados em vários países comprovando sua eficácia na regulação emocional, contribuindo assim para o manejo da ansiedade, do estresse e até mesmo na melhoria do foco, da atenção e da memória.

Na primeira semana do treinamento, pude notar que um dos aprendizados acerca do Mindfulness é que abre espaço para que a gente possa sair do piloto automático.

É preciso dizer que, se por um lado este automatismo nos permite realizar várias atividades simultâneas sem que tenhamos que empregar um esforço “consciente” das mesmas (por exemplo, dirigir e falar ao mesmo tempo) e evolutivamente é uma vantagem que outras espécies não dispõem.

Por outro, podemos adquirir hábitos extremamente prejudiciais para a saúde emocional, como é o caso de pensar “negativamente” de modo contínuo e permanente, interferindo diretamente no modo como nos sentimos.

Você deve estar se perguntando, como é possível sair do piloto automático?

Através da curiosidade!

Vamos imaginar que você identificou que se sente frequentemente com “raiva” (já é um hábito!). O que você sabe sobre sua raiva? Já se permitiu perceber como seu corpo sente a raiva? Que músculos do seu rosto são acionados? Como você funciona com “raiva” em ambientes públicos? São perguntas que podem ser feitas.

Já se permitiu ficar um pouco com sua “raiva” como se estivessem no mesmo banco da “praça” e ver o que acontece?

Talvez a grande surpresa é que apenas saiba que se sente com raiva. Sem ao menos ter se perguntando “como” eu me sinto com raiva?

Ao que parece, o “como” vai abrindo portas antes “fechadas”, possibilitando estabelecer uma relação com “algo” (raiva, por exemplo), sem que precise “consertar” nada (não é necessário deixar de tê-la ou suprimi-la).

Este é o sair do piloto automático, aguardem mais observações e aprendizados nos próximos posts!

 

Adna Rabelo

Psicóloga

CRP: 05/48233

 

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