Não seja uma pessoa de sucesso! Seja mais!

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Hoje, lendo um artigo sobre mudança de vida no querido blog Vida Borbulhante, um dos pontos me chamou a atenção. A autora pontuou que por vezes desejamos mudanças em nossas vidas, mas possivelmente nem sempre temos “condições” para empreendê-las, afinal encarar todo o processo transitório envolve uma dose de dor que todos nós já sentimos ao abrir mão da nossa zona de conforto.

Tudo isso me fez pensar sobre as mensagens ambíguas que recebemos todos os dias. Se digitarmos em qualquer site de buscas a palavra “sucesso”, teremos uma infinidade de páginas abordando diferentes aspectos sobre o que pode levar alguém a ser bem-sucedido. Os sites podem até mesmo relacionar a palavra a algumas características pessoais consideradas como um requisito intrinsecamente ligado ao alcance do sucesso, como é o caso da palavra “persistência”.

É possível que você tenha uma ideia do que seja ser uma pessoa persistente, e algumas imagens podem até aparecer na sua mente para ilustrá-la. Na minha, pelo menos desde que assisti a A era do gelo, é o Mamute que, apesar de todas as adversidades, continua focado no seu objetivo.

Por vezes, no entanto, podemos fazer uma certa confusão entre ser persistente e insistente. Sobre isso, sugiro que você entre no link http://www.vidaborbulhante.com.br/blog/2016/05/17/5-atitudes-fundamentais-para-quem-quer-mudar-de-vida/, pois sem dúvida essas duas palavras podem parecer similares, mas são muito divergentes quanto ao método empregado. Enquanto que o persistente busca caminhos diferentes para alcançar seu objetivo, o insistente segue usando as mesmas estratégias, e ainda espera encontrar resultados diferentes.

O que quero dizer com tudo isso? É que somos bombardeados com mensagens do tipo “seja uma pessoa de sucesso”, “encontre sucesso na vida”, “seja persistente e tenha sucesso”, ao mesmo tempo em que recebemos mensagens desde a infância para acreditar que, se seguirmos alguns modelos – sejam relativos ao estilo de vida, ao tipo de trabalho, ao tipo físico ou ao relacionamento –, certamente seremos pessoas bem-sucedidas.

É possível que você ainda acredite nisso e esteja tentando seguir esses padrões, na expectativa de pertencer a alguma “comunidade” especial ou de apenas preencher algum vazio. Mas vamos ser francos? Mesmo que você se esforce muito, a única coisa que vai conseguir é se sentir ainda mais vazio, pois nenhum desses padrões foi projetado para você, e muito menos tem o propósito de fazê-lo se sentir melhor.

Simplesmente, pare de insistir em alcançar padrões inatingíveis e comece a persistir nos seus verdadeiros sonhos e planos. Para isso, talvez seja preciso voltar uma casa do tabuleiro e se perguntar sobre seus valores inegociáveis, reconhecer suas aptidões e saber mais sobre seu “calcanhar de Aquilles”. É um processo que levará algum tempo, mas quem teve a coragem de voltar uma casa, jamais se arrependeu.

Como diria a psicanalista Melanie Klein, “quem já provou o fruto do conhecimento, é sempre expulso de algum paraíso”. O que de tão ruim pode acontecer se você sair do paraíso dos padrões “fakes”? Você poderá ir aonde quiser! Há um mundo inteiramente novo para você. Você está disposto a pagar o preço?

Adna Rabelo

CRP: 05/48233

Revisão: Elaine Canisela 

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