Aprenda a cuidar de si mesmo

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Comentei com uma amiga que eu estava precisando fazer algum tipo de massagem, pois estava sentindo muita tensão no trapézio. Foi então que ela sugeriu um profissional que trabalhava com shiatsu e acupuntura. Fiquei curiosa, pois a técnica das “agulhinhas” eu já conhecia, mas o shiatsu só havia escutado falar. Marquei uma sessão para experimentar; afinal, o que eu teria a perder?

Cheguei um pouco atrasada e a primeira coisa que o terapeuta verificou foi minha pulsação. Após algumas perguntas para checar sono, apetite e se eu acordava com disposição pela manhã, fui conduzida a uma maca. Tratei de manter a postura de quem vai ser apresentada a algo novo, ou seja, com um pouco de abertura e de surpresa. Confesso que, para minha mente muito racional, não foi fácil deixar-me guiar apenas pela experiência. Queria fazer um milhão de perguntas, mas consegui manter o controle. Lembrei-me das aulas de Hipnose Ericksoniana, nas quais aprendi que, apesar da imensa curiosidade sobre a condução de algumas técnicas, podemos deixar o entendimento para um segundo momento. É possível aprendermos com a vivência e ela tem um funcionamento absolutamente diferente. E foi por me lembrar disso que fui deixando me levar pelas sensações que as manobras provocavam em mim. Fui sentindo as tensões acumuladas, as palavras que não foram ditas, assim como as emoções que não foram expressas. Estava tudo ali registrado no corpo.

Terminada a sessão, deu para sentir um corpo mais leve, mais integrado. Tentei preservar ao máximo essas sensações dentro de mim. E, por sentir algo tão bom, não resisti e fui pesquisar na web sobre as origens da técnica e suas indicações terapêuticas. Quanto mais eu lia, mais observava a distância entre o nosso cotidiano tomado por tantos “deverias” que nos afastam cada vez mais de nós mesmos. Passamos a ocupar nossa mente com buscas pelo corpo perfeito, pelas melhores festas e restaurantes, por acompanhar as tendências tecnológicas e de moda, por aí vai. Até mesmo a qualidade de vida virou um produto de consumo. Quanta energia desperdiçada em coisas vãs!

Ocorre que, quanto mais buscamos tais coisas, mais vazio encontramos. Ficamos tentando preencher nosso ser com coisas materiais e com a vida alheia na tentativa de, quem sabe, sentir algo, enquanto que dentro de nós há uma infinidade de recursos que levariam a isso. Aqui me refiro à nossa capacidade de ter empatia pelo outro, de ter amor próprio, de construir relações saudáveis, de acreditar no nosso potencial de trabalho e de apostar em projetos de vida que estejam mais conectados com a nossa essência.

Mas, antes que você pergunte o que fazemos com a realidade e com as leis do mercado, digo que tanto uma quanto a outra são feitas por nós. Somos influenciados pelo ambiente, mas também o influenciamos. Não podemos perder isso de vista. A nossa reação ao que nos acontece vai influenciar, e muito, como vamos criando a nossa realidade. Não é que não possamos “sentir na pele” o aumento do desemprego ou do valor do combustível. Mas manter uma atitude apática contribuirá ainda mais para a permanência daquilo que você não quer.

Pense um pouco comigo: como você tem lidado com sua vida? Como seu corpo tem sentido tudo isso? A nossa mente está no nosso corpo e nosso corpo está na nossa mente. Não há como separá-los. Talvez esteja na hora de se dar um pouco mais de atenção e de se manter “consciente” sobre seus pensamentos, suas emoções. Quando estamos vazios ou cheios demais, adoecemos.

Se você percebe que está adoecido por algo que falei ao longo do texto, busque ajuda especializada. Cuide de si mesmo!

 

Adna Rabelo – Psicóloga

CRP: 05/48233

Revisora: Elaine Canisela (19. 992881453) 

3 thoughts on “Aprenda a cuidar de si mesmo

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